May 15, 2011
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Español English Caro Leitor,

Caros leitores do SinergiA,

Nesta edição do boletim SinergiA dedicado aos usuários de PSA na América Latina, falamos de ecossistemas que frequentemente passam por alto nas discussões de mercados ambientais e esquemas de pagamentos, os ecossistemas marinhos. Winnie Lau apresenta sua visão sobre a situação de exploração no PES marinho. Monserrat Albán e Soledad Luna compartilham conosco sua opinião sobre a importância dos ecossistemas marinhos e costeiros, e uma de suas recomendações é incorporar seus serviços nos processos de pesquisa científica, bem como nos processos de tomada de decisões. Os artigos desta edição evidenciam a conexão entre mares, manguezais, pântanos e o processo de mitigação à mudança climática. Citam-se dois exemplos específicos de esquemas onde os donos das terras estão beneficiando-se de pagamentos por serviços ecossistêmicos no México. Esperamos que esta edição do SinergiA contribua ao conhecimento sobre os ecossistemas marinhos e costeiros, e seu papel no pagamento por serviços ecossistêmicos na Região da América Latina. Sinta-se livre para procurar artigos individuais, ou clique no link "mais" na parte inferior da página para visualizar o boletim na íntegra.


Atenciosamente,


Editores SinergiA

Voltar ao boletim cortoBack to Top   |   OPINIÃO

Rumo a um Portfólio Global de Pagamento por Serviços Ambientais Marinhos e Costeiros

- Winnie Lau, do Programa Marine Ecosystem Services (MARES), Forest Trends

Dependendo da definição de pagamento por serviços ambientais (PSA), algumas pessoas diriam que já existe um bom número de PSAs marinhos e costeiros, enquanto outros diriam que ainda não existe um exemplo real de PSA marinho ou costeiro. Definições à parte, esse diálogo reflete o fato de que a exploração de PSA marinhos já começou.

O sucesso do PSA no setor terrestre como uma estratégia de gestão e financiamento, por exemplo os pagamentos de carbono e pagamentos por serviços hidrológicos, fez com que os gestores de recursos marinhos e costeiros e profissionais de conservação examinassem a aplicação do PSA em ambientes marinhos e costeiros.  Os ambientes marinhos e costeiros continuam a ser degradados apesar da consciência e esforços crescentes, enquanto a lacuna de financiamento entre o que é necessário e o que realmente está sendo investido continua a aumentar. O PSA promete ser uma ferramenta inovadora para complementar as estratégias convencionais de gestão de recursos costeiros e marinhos e também servir como uma fonte de financiamento sustentável a longo prazo.

O maior obstáculo para o desenvolvimento de PSA marinho e costeiro, além de outros mecanismos de incentivo, tem sido o acesso aberto, ou a ausência de posse, para os recursos marinhos e costeiros. No entanto, as recentes inovações na gestão de recursos e alocação de direitos de recursos estão ajudando a redefinir o direito de "posse" nos ecossistemas marinhos e costeiros. Por exemplo, os regimes de gestão de recursos naturais baseados na comunidade, acordos de co-gestão pública e privada (por exemplo, contratos de concessão), a utilização de recursos de alocação de direitos (por exemplo, Direito Territorial de Pesca do Usuário - Territorial User Right Fisheries ou TURFs) e planejamento do espaço marítimo/zoneamento do oceano estão começando a codificar os direitos de uso e acesso a esses bens "públicos" os bens que permitirão o desenvolvimento do PSA.

Enquanto isso, nosso entendimento sobre ecossistemas marinhos e costeiros e sobre os serviços que prestam chegaram a um ponto onde a ciência é suficiente para projetar os PSA. Existe um crescente conhecimento científico sobre os serviços ambientais prestados por habitats críticos, tais como manguezais, recifes de corais, camadas de algas e pântanos de água salgada, e o fluxo de serviços entre os habitats relacionados. Assim, há também um conhecimento crescente a respeito dos valores econômicos desses serviços. A Parceria para Serviços Ambientais Marinhos  (www.marineecosystmemservices.org), uma iniciativa recém-lançada com mais de doze parceiros, será uma plataforma única para acessar informações e recursos para valoração econômica.

Os serviços ambientais específicos para se iniciar projetos e o desenvolvimento de esquemas de PSA incluem: o armazenamento e sequestro de carbono "azul" (carbono em ambientes costeiros e marinhos), habitats de criadouros de peixes, a biodiversidade marinha, proteção costeira, manutenção e conservação de praias e a qualidade das águas costeiras. Há um grande potencial para os atuais mecanismos de mercado de carbono terrestre, tais como os mercados voluntários de carbono e REDD, a serem aplicados em ambientes costeiros como manguezais, que parecem estocar tanto ou mais carbono nas árvores e no solo que a floresta tropical da Amazônia (por área). Há também um grande potencial para o desenvolvimento de incentivos, por exemplo, descontos no prêmio de seguros, para conservar os habitats que protegem as áreas costeiras de tempestades e inundações, que costumam ser mais frequentes e mais intensas devido às mudanças climáticas. Já existem exemplos da indústria do turismo envolvidos em esquemas de PSA e similares para a proteção da biodiversidade marinha e dos habitats que contribuem para a formação de praia, e estão surgindo projetos-piloto que unem a indústria do turismo com a comunidade de pescadores. Usando o modelo de pagamento por serviços hidrológicos, o comércio de qualidade das águas em águas estuárias e costeiras está sendo considerado como um mecanismo para proteger a saúde humana e a segurança dos frutos do mar, bem como um mecanismo para implementar a abordagem de "topos dos recifes" para a gestão das relações entre a terra e o mar.

Vários grupos na América Latina já estão se envolvendo no desenvolvimento de projetos piloto de PSA; três exemplos de colegas no México e na Colômbia são apresentados neste boletim. Outras organizações no Panamá, Costa Rica, Equador e Brasil também estão começando a explorar o PSA marinho. Essas experiências da América Latina, juntamente com projetos-piloto em desenvolvimento em outras regiões do mundo irão compor um portfólio global de projetos de PSA marinhos e costeiros. O objetivo final é construir, a partir da experiência destes projetos pilotos, aumentando a escala para mercados ambientais justos para serviços ambientais marinhos e costeiros. é fantástico poder trabalhar na vanguarda deste emergente mercado
 

Serviços de ecossistemas marinhos costeiros: Tesouro subestimado

Por:

Montserrat Albán, Coordenadora de Serviços Ambientais, Conservação Internacional Equador

Soledad Luna, Diretora Executiva, Instituto Nazca de Pesquisas Marinhas


Os ecossistemas marinhos costeiros geraram serviços que têm recebido escassa atenção por parte de pesquisadores e tomadores de decisões. Provavelmente se deve a que não são totalmente compreendidos e, portanto, subvalorizados.


Atualmente os ecossistemas marinhos costeiros estão sendo seriamente afetados por diversos fatores, um dos principais é o ritmo acelerado de crescimento da população. Também, o impacto da mudança climática está deixando a sua marca em ecossistemas como os recifes de corais e manguezais que ao debilitar sua estrutura e sua relação com outros ecossistemas, não permitem um desenvolvimento ótimo.


A má gestão de resíduos líquidos e sólidos faz com que os rios se convertam em fluxos de contaminação marinha, assim como as atividades de limpeza de barcos ou derrames de combustíveis e substâncias tóxicas. Além disso, a pesca predatória através de métodos que removem e alteram os leitos marinhos e a acidificação dos oceanos – causada pela absorção de CO2 – diminuem a capacidade dos ecossistemas marinhos para se recuperar frente a fenômenos naturais ou de fontes humanas.


Mundialmente, e apesar dos esforços que vários governos têm realizado, a cobertura de manguezais continua diminuindo. Entre 1997 e 2010 se estimou que 3 milhões de quilômetros quadrados de florestas de manguezais têm sido convertidos em campos agrícolas ou destinados à aquicultura (http://ocw.unu.edu/). Cerca de 50% das pescas estão sendo exploradas ao máximo, 28% são sobre exploradas, 3% foram esgotadas e apenas 1% está se recuperando (SOFIA 2010, http://www.fao.org/fishery).


No Pacífico Leste, que abrange toda a costa do Pacífico da América do Sul, a pesca com maior risco de esgotamento é a da anchoveta do Peru. Vemos assim que a pressão humana sobre habitats provoca perda de biodiversidade, afeta o funcionamento dos ecossistemas e sua capacidade de seguir produzindo bens e serviços e a necessidade de ter presentes diferentes aspectos a respeito dos ecossistemas.


Um dos aspectos chave na discussão dos serviços marinhos costeiros é a grande relação que existe entre eles. Os manguezais são um bom exemplo disto ao construir uma área de reprodução e criação, também atuando como barreiras naturais contra as tempestades, ou como filtros dos resíduos transportados para o mar e armazenam o carbono (carvão azul). No desenvolvimento da lagosta podemos ver esta ligação estreita entre os ecossistemas marinhos já que a reprodução ocorre nos fundos de águas tranquilas; as larvas viajam por vários meses arrastadas pelas correntes em águas superficiais e finalmente os jovens procuram proteção em zonas rochosas, próximas à costa.


Um segundo aspecto é a relação com os ecossistemas terrestres, por exemplo com fontes de água doce que contribuem com alimento e nutrientes. Esta relação é afetada quando os rios transportam poluentes e sedimentos excessivos, resultantes de áreas desmatadas.


Um terceiro aspecto a salientar é que os ecossistemas marinhos, assim como sua gestão, não respondem a uma estrutura de direitos de propriedade. Normalmente as competências sobre os ecossistemas marinhos são compartilhadas entre várias organizações, o que gera uma grande dificuldade para seu controle e gestão. O desafio é desenvolver estratégias para a gestão adequada dos ambientes e recursos, onde se promova que os beneficiários adquiram também certas responsabilidades como guardiões.


Nos ecossistemas marinhos não se constata à simples vista as consequências dos impactos, portanto é importante criar consciência e desenvolver incentivos para a sua conservação. Nesta mesma linha, cada vez é mais evidente a necessidade de estabelecer áreas marinhas protegidas que permitam a geração de serviços, especialmente aqueles relacionados à manutenção dos locais de reprodução, alimentação e rotas migratórias (Jacquet et al. 2010).


Finalmente, como sociedade nos confrontamos com a realidade de que os recursos marinhos são limitados e as nossas atividades ameaçam a sua permanência. Os incentivos para a conservação dos serviços ambientais marinhos, sem deixar de observar e considerar as críticas, são uma ferramenta que requer exercícios-piloto que nos permitam aprender e aperfeiçoar a sua aplicação. No entanto, até agora, os esforços implementados difundiram a a urgência de se manejar os recursos naturais de forma mais adequada e de se desenhae ações em espaços multidisciplinares.


O desafio dos serviços ambientais nos ecossistemas marinhos é o de ser reconhecidos e considerados no processo de tomada de decisões. Isto implica que para a determinação de áreas de conservação marinhas, bem como as zonas de manejo pesqueiro, exista uma estratégia clara para a sua proteção e "uso".


Bibliografia


Jacquet, J; Pauly, D; Ainley, D; Holt, S; Dayton, P; Jackson, J. 2010. Seafood stewardship in crisis   NATURE, Vol 467.

Brown, K., Daw, T., Rosendo, S., Bunce, M. & N. Cherrett. 2008.  Ecosystem services for poverty alleviaton: marine and coastal situation analysis. UEA, Cefas, CRCP, MDC, ORI, WCS. 

 

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Mecanismos inovadores para a conservação dos recifes de coral. Pagamento por serviços ambientais em Akumal, MX.

Por: Paúl Sanchez-Navarro, Director del Centro Ecológico Akumal

Akumal, MX


Recifes de coral, ecossistemas marinhos e serviços de biodiversidade são a base da economia no Caribe mexicano. Akumal, o “lugar das tartarugas” em maia, tem 4 tranquilas baías, manguezais, desembocaduras de rios subterrâneos e uma grande variedade de riqueza de corais e espécies marinhas, que fazem deste um lugar único no sistema mesoamericano de arrecifes.


O Centro Ecológico Akumal (CEA) teve grande êxito na criação de comunidades baseadas em programas de manejo marinho.  Pagamentos por serviços ambientais são usados de forma inovadora em Akumal, para fomentar ações de conservação sustentáveis. 


Atualmente, o CEA está formando uma parceria com o programa MARES da Forest Trends para continuar a desenvolver esses esquemas de PSA marinhos. Combinando o uso destas ferramentas econômicas com políticas para um melhor manejo dos recursos, o CEA será capaz de melhorar e inclusive reparar o bem estar dos ecossistemas.   


Para ler o artigo completo: http://redisas.org/documentos/akumal_articulo_proyecto.pdf

 

Os pescadores que trabalham para a conservação dos recursos


Eduardo Rolón
Director de Políticas Públicas | Public Policy Director
Comunidad y Biodiversidad A.C. 

Puerto Morelos, MX


Com a ajuda da “Comunidade e Biodiversidade A.C." a Sociedade Cooperativa de Pescadores de Puerto Morelos cedeu parte de seus diretos de pesca para o estabelecimento de uma reserva marinha com uma superfície de 3527 hectares dentro do Parque Nacional Arrecife de Puerto Morelos. O parque está a 35 kilômetros do centro turístico de Cancun e forma parte do corredor turístico conhecido como Rivera Maia. Estas ações ajudarão a restaurar os recursos pesqueiros sobre-explorados e permitirão conservar a beleza doa ecossistemas que abriga o arrecife e que sustenta grande parte do turismo na região. Parte fundamental destas ações busca consolidar o financiamento que permita manter os esforços de conservação dos pescadores de Puerto Morelos. Por isso, com o apoio do Programa MARES de Forest Trends, eles estão analisando a criação de um esquema voluntário de pagamento por serviços ambientais pela recreação ou beleza cênica desfrutados por turistas, tanto nacionais como estrangeiros, que visitam o arrecife do Parque.

 

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Carbono Azul - O papel do carbono obrigatório em todos os oceanos saudáveis


Por: Nelleman C., Corcoran, E., Duarte, C. M., Valdés, L., et al.


Esse livro interativo questiona o modo segundo o qual o progresso deve ser  abordado sobre a questão do carbono capturado em ecossistemas marinhos. A importância de se começar a prestar séria atenção ao cuidado com estas zonas, que são responsáveis pela captura de altos percentuais de carbono. As seguintes são algumas opções para se levar em conta quando se trata do manejo de ecossistemas marinhos.  
                                                                                                                                            
  • Estabelecer um fundo mundial de carbono azul para a proteção e a gestão dos ecossistemas costeiros e marinhos e o seqüestro de carbono oceânico
  • Imediatamente e de maneira urgente, proteger ao menos 80% dos bancos de algas e gramíneas marinhas, banhados e manguezais remanescentes, através de uma gestão eficaz.
  • Iniciar práticas de gestão que reduzem e eliminam as ameaças, e que apóiam a robusta recuperação potencial das comunidades de sumidouros de carbono azul.
  • Manter a segurança alimentar e os meios de vida advindos dos oceanos mediante a implantação de enfoques integrados, com o objetivo de aumentar a resiliência dos sistemas humanos e naturais às mudanças.
  • Implementar estratégias de mitigação no setor marinho.

O livro oferece uma série de animações e gráficos que ajudam a entender o funcionamento dos ecossistemas marinhos. O seguinte link vai te levar à versão do livro: http://www.grida.no/publications/rr/blue-carbon/ebook.aspx
 

Seqüestro e Armazenagem de Carbono: as Recomendações do Grupo Internacional de Trabalho de "Carvão Azul" do Litoral

Minimizando as emissões e maximizando o seqüestro e armazenemento de carbono por Seagrasses, Tidal Marshes, manguezais



O grupo de trabalho de “carbono azul” costeiro foi formado pela UICN, CI, UNESCO e a Comissão Intergovernamental de Oceanografia. Em uma reunião em Paris no começo de 2011, chegaram a desenvolver algumas recomendações para a proteção dos serviços costeiros. Os ecossistemas estuarinos 'ou ecossistemas naturais costeiros' como bancos de algas e gramíneas marinhas e manguezais sequestram e armazenam grandes quantidades de carbono, tanto nas plantas e quanto nos sedimentos abaixo deles.

Se estes ecossistemas costeiros são destruídos, deteriorados ou perdidos, eles se convertem em fontes de emissão de dióxido de carbono no oceano e na atmosfera. Grande parte deste carbono tem milhares de anos e, dada a grande quantidade de carbono nos ecossistemas costeiros em relação a sua área, suas emissões são de alta importância mundial. Isto soma-se a outros reconhecidos serviços que proporcionam os ecossistemas costeiros.

Bancos de algas e gramíneas marinhas e manguezais são degradados e destruídos a um ritmo acelerado ao longos das costas do mundo. Há uma necessidade de medidas ativas e eficazes para proteger os grandes e vulneráveis sumidouros de carbono, armazenados nestes sistemas, e para restaurar e restabelecer a sua capacidade de seqüestro de carbono. Medidas devem ser tomadas imediatamente pelas comunidades costeiras, pelos administradores, pelos responsáveis políticos e a comunidade científica.

Leiam o documento preparado pelo grupo de trabalho de “carbono azul” costeiro: http://www.marineclimatechange.com/marineclimatechange/bluecarbon_recommendations_files/bluecarbon_recommendations_3.28.11.FINAL.HIGH.pdf

 

Pagamento por Serviços Ambientais: Primeiros Passos em Ecossistemas Marinhos e Costeiros. Introdução.

Publicado pelo Programa de Serviços de Ecossistemas Marinhos (MARES) de Forest Trends, define os pagamentos por serviços ambientais (PSA) e especificamente discute como os PSA tratam o trabalho nos ambientes marinhos e costeiros.

Os temas que inclui são:
  • Bases essenciais dos serviços marinhos e costeiros;
  • Passos para desenvolver projetos de PSA;
  • Oportunidades e riscos de esquemas de PSA, para permitir umas avaliações precisas de viabilidade para a aplicação de novos mecanismos baseados no mercado;
  • Considerações de redução de pobreza pelos PSA;
  • Recursos adicionais para leitura e referência.
Existe uma versão em espanhol e inglês desta ferramenta que podem encontrar no seguinte link: http://www.forest-trends.org/publication_details.php?publicationID=2374
 

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Manguezais para REDD?

Publicado Em Linha, 3 Abril 2011

Nature Geoscience, Letters

Daniel C. Donato, J. Boone Kauffman, Daniel Murdiyarso, Sofyan Kurnianto, Melanie Stidham, and Markku Kanninen

DOI: 10.1038/NGEO1123


“As costas em regiões tropicais são muitas vezes bordadas por manguezais que suportam variados serviços ecossistêmicos. A extensão dos manguezais diminuiu entre 30 a 50% durante o último meio século em função do desenvolvimento urbano, da expansão de aqüiculturas e da exploração predatória."  

Há incertezas quanto às emissões de carbono causadas pela perda de manguezais, devido em parte à falta de dados em escala maior sobre o conteúdo de carbono armazenado neste ecossistema, principalmente no subsolo. Este estudo quantificou o carbono a nível de ecossistema baseado em medições de biomassa viva e morta e de carbono em subsolo em 25 manguezais na região Indo - Pacifica. Os dados mostram que – com uma media de 1.023Mg por hectare - manguezais estão entre as florestas mais ricas em carbono no âmbito tropical. Em combinação com outros dados, estima-se que a perda de manguezais gere emissões na ordem de 0.02–0.12 Pg anualmente ou 10% das emissões globais por desmatamento mesmo representando apenas 0.7% da área florestal tropical.

http://www.mangroverestoration.com/pdfs/Donato.etal_2011_NatureGeo_MangroveCarbonStorage.pdf
 

Pagamentos verdes por carbono azul: Incentivos econômicos para a proteção de habitats costeiros ameaçados

Autores: Brian C. Murray, Linwood Pendleton, W. Aaron Jenkins, and Samantha Sifleet


Este relatório avalia se pagamentos por carbono azul – carbono capturado por ecossistemas marinhos e de água doce – podem alterar a lógica econômica em favor de habitats como manguezais, pântanos e do gênero. Esta idéia é análoga ao principio de pagamentos REDD+ (redução de emissões do desmatamento e a degradação florestal), um instrumento da política de clima global que visa promover a conservação de florestas, principalmente tropicais. Como no caso do REDD+, tais incentivos à retenção de carbono azul poderiam contribuir a conservar outros serviços ecossistêmicos, como a biodiversidade, em escala local e regional.


Baixar resumo executivo: http://nicholasinstitute.duke.edu/economics/naturalresources/blue-carbon-report/at_download/execsummlink

Baixar completo: http://nicholasinstitute.duke.edu/economics/naturalresources/blue-carbon-report/at_download/paper

 

Azul Carbono: Um oceano Oportunidade para combater as alterações climáticas


Por: Robynne Boyd


O mar é uma oportunidade mais de proteger o nosso planeta.

O artigo publicado na revista Scientific American, ressalta a importância dos mares no processo de mitigação às mudanças climáticas. Fornece dados sobre quão indispensáveis são os manguezais, pântanos e o ecossistema marinho em geral. Advertem sobre a relevância de se preservar estes ecossistemas, já que ao serem destruídos liberam grandes quantidades de CO2. Até o momento as atividades antropogênicas têm ocasionado a destruição de 35% dos manguezais, assim como de 30% dos pântanos e de 20% da vegetação marinha.

A publicação oferece o exemplo de Sacramento, Califórnia, onde cerca de 1.800 quilômetros quadrados foram interceptados na desembocadura do Rio San Joaquín nos últimos 100 anos (drenagem), emitindo 2 giga-toneladas de CO2. Estima-se que, a cada ano, de 10 a 15 milhões de toneladas de CO2 continuem sendo liberadas nesta zona, de acordo com o especialista Dan Laffoley, Assessor Principal de Ciências do Mar e o Programa de Conservação Global Marinha e Polar.

Finalmente o artigo fala sobre a possibilidade que têm os manguezais nos mercados de carbono e quais são as atividades que os proprietários de terras com manguezais preferem para fazê-los rentáveis; uma destas é a formação de viveiros ou piscinas de camarões.

Maiores informações: http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id

 

A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade

Por: Pavan Sukhdev, Heidi Wittmer, et al. (TEEB 2010)


Importantes dados e exemplos de serviços ambientais marinhos têm sido publicados em um documento intitulado "A Economia dos Ecossistemas e a Biodiversidade". No documento se nomeiam os arrecifes de coral e sua importância no mundo. Apesar de representar apenas 1,2% das plataformas mundiais, são o lar de entre 1 a 3 milhões de espécies.

O principal exemplo dado pelo documento é o dos recifes de corais no Havaí. Os benefícios destes corais significam para o Estado 360 milhões de dólares anuais em atividades pesqueiras, turísticas e de proteção da erosão. Atualmente este benefício tem sido calculado unicamente a partir das atividades econômicas de recreação e pesca, sem considerar os serviços providos porcorais como de proteção contra desastres naturais por manutenção dos ecossistemas, etc.

Para ver o relatório completo: http://www.teebweb.org/LinkClick.aspx?fileticket

 

Como chamar os PSA?

Shelley BG
Ann NY Acad Sci. 2011 Feb;1219:209-25. doi: 10.1111/j.1749-6632.2010.05941.x.


Este artigo 'What should we call instruments commonly known as payments for environmental services? A review of the literature and a proposal' traz novas idéias a velha discussão sobre a melhor terminologia em relação a incentivos como pagamentos por serviços ambientais. Enfatiza a noção de que a terminologia afeta os resultados e vem propondo mais um termo alternativo: “Prêmios para Guardiões Ecossistêmicos”.


http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1749-6632.2010.05941.x/abstract

 

Analisando o PSA com SIG em Honduras

Journal of Sustainable Forestry
Volume 30, Issue 1 & 2, 2011, Pages 79 - 110
Authors: Pablo Martinez de Anguita; Samuel Rivera; Jose Manuel Beneiteza; Fernando Cruzad; Fany M. Espinalad
DOI: 10.1080/10549811003742225


O artigo “A GIS Cost-Benefit Analysis-Based Methodology to Establish a Payment for Environmental Services System in Watersheds: Application to the Calan River in Honduras” apresenta uma análise baseada em técnicas de avaliações custo/beneficio e simulações com SIG para identificar o potencial e a viabilidade legal e econômica do PSA na bacia do rio Calan em Honduras. 


Link: http://www.informaworld.com/smpp/content~content

 

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2o. Congresso Internacional sobre Conservação Marinha (IMCC2)

Fazendo a Ciência Marinha ter Importância
14 a 18 de maio de 2011
Victoria, Canadá
http://www.conbio.org/imcc2011/

Organizada pela seção marinha da Sociedade para a Biologia da Conservação , IMCC é orientada para reunir cientistas, gestores e formuladores de políticas públicas para discutirem e desenvolverem produtos baseados na ciência para subsidiar as decisões políticas e a implementação para proteger e conservar os recursos marinhos. O encontro é focado no desenvolvimento de soluções inovadoras para os atuais desafios da conservação.


Tópicos abrangidos incluem:

  • Técnicas inovadoras e tecnologia para a conservação marinha
  • A dimensão humana da conservação marinha
  • Avançando na conservação marinha através de tratados internacionais
  • A Antártica em mudança
  • Sensibilização e divulgação para a conservação marinha
  • O clima e os oceanos em mudança
  • Pesca sustentável e aquicultura
  • Conservação na interface terra/ mares
  • Planejamento espacial marinho efetivo
 

Encontro Marinho do Katoomba I & II

O primeiro Encontro Marinho do Katoomba ocorreu em fevereiro de 2010 na Fundação Moore em Palo Alto, Califórnia, para dar vida à comunidade de prática e levantar o estado do conhecimento do pagamento por serviços ambientais e outros mecanismos inovadores de financiamento para proteger zonas costeiras e oceanos. O encontro inaugural reuniu mais de 150 expertos e profissionais em comunidades marinhas do mundo todo para compartilhar experiências e conhecimento científico sobre o desenvolvimento e abordagens de novas ferramentas de financiamento e a expansão do uso de mecanismos de mercado para os serviços ecossistêmicos marinhos e costeiros. Os serviços ecossistêmicos marinhos explorados incluem a estabilização de linhas costeiras, manutenção e produção de praias, funções de mangues como berçários para peixes e bancos de algas , qualidade da água costeira e armazenamento de carbono pelos oceanos. O encontro foi concluído com um painel que discutiu o que é preciso para mercados genuínos emergirem.


Recursos do encontro, como gravações de áudio, apresentações e artigos estão disponíveis em: http://www.ecosystemmarketplace.com/pages/dynamic/article.page.php?page_id.
Entrevistas com expertos podem ser encontradas em: http://www.ecosystemmarketplace.com/pages/dynamic/article.page.php?page_id.


Subsequente a este encontro inicial, um segundo encontro fechado nomeado. Movendo estratégias baseadas no mercado para a proteção dos serviços ecossistêmicos marinhos e costeiros, da concepção para a realidade“ foi realizado em novembro de 2010 em La Paz, México. Esse encontro lançou o esboço da Matriz de Mercados Marinhos e a versão em espanhol da cartilha sobre PSA Marinho, apresentou a visão para um portal Marinho- aquático para integrar estratégias de PSA marinhos e de água doce e realizou uma chuva de idéias sobre diferentes mecanismos para proteger os serviços ecossistêmicos de mangues, particularmente os de habitat para berçários de peixes, sequestro de carbono e offsets de biodiversidade.


Para maiores informações, favor contatar Winnie Lau, wlau[at]forest-trends.org.

 

Workshop Internacional "As funções ambientais das florestas e seu papel na redução da pobreza "


Por Roxana Valdéz e Eduardo Franco


"Onde vocês vêem um problema, eu vejo uma oportunidade. Creio firmemente que existe uma grande oportunidade de restaurar ecossistemas degradados na Bolívia"
- John Liu

John Liu, observado cientista e diretor de documentários trabalha com a Fundação EEMP da China; estreou o documentário chamado "Esperanças em um Clima de Mudanças" que mostra a experiência da restauração do planalto de Loess na China.

John Liu apresentou seu documentário no Workshop Internacional "As funções ambientais das florestas e seu papel na redução da pobreza”, organizado pela Fundação Natura Bolívia e a Rede de Aprendizagem sobre Compensação por Serviços Ambientais (RACSA).

Ver o documentário: http://www.hopeinachangingclimate.org/watch-the-film/index.html

Sobre a Fundação Natura Bolívia: http://www.slideshare.net/fundacionnaturabolivia/bosque-agua-frmula-de-vida

Ver fotos do evento

 

Iniciativas de PSA no Brasil

Este seminário promovido pela Coordenadoria de Biodiversidade da Secretaria de Meio Ambiente do estado de São Paulo, Brasil, abordou o tema do pagamento por serviços ambientais (PSA) por meio das experiências e informações geradas em projetos em desenvolvimento em diversas regiões do Brasil por iniciativa dos governos federal, estaduais e municipais, empresas e organizações não governamentais.


Apresentações estão disponíveis aqui: http://www.sigam.ambiente.sp.gov.br/sigam2/Default.aspx?idPagina

 

Análise global comparativa de iniciativas REDD

Realizado pelo Centro Internacional de Pesquisa Florestal (Cifor – Sigla em Inglês) em parceria com o Instituto Centro de Vida (ICV). A proposta foi trazer reflexões sobre os estágios atuais e os desafios na implementação das políticas de REDD+ de representantes de países em três continentes. O seminário fez parte do projeto que o Cifor tem que monitora ações de REDD e REDD+ em nove países.


http://www.icv.org.br/quem_somos/noticias/icv_e_cifor_promovem_seminario_sobre_redd.icv

 

Primeiro Workshop sobre Serviços Ambientais Marinhos em San Andres


Juliana Castaño and Winnie Lau, MARES Program, Forest Trends


O Programa MARES (Marine Ecosystem Services Program), da Forest Trends realizou para as pessoas da CORALINA (Corporação para o Desenvolvimento Sustentável do Arquipélago de San Andrés, Providencia y Santa Catalina), a primeira oficina sobre serviços ambientais marinhos na ilha San Andrés (Colômbia) de 4 a 6 de abril, como parte do projeto “proteção da Biodiversidade na região sudoeste do Caribe”   Nesta oficina foram compartilhados conhecimentos fundamentais sobre os serviços ambientais marinhos e costeiros, com a finalidade de construir uma base para o desenvolvimento de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) e se trabalhou a descrição dos passos necessários para a construção de PSA em zonas marinho-costeiras. 30 pessoas assistiram e começaram a identificação de potenciais atores e atividades para o PSA na ilha.

 

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Conferência Mundial sobre Biodiversidade Marinha


Conferência mundial sobre biodiversidade marinha


O evento se realizará de 26 a 30 de setembro de 2022 em Aberdeen, Escócia (Reino Unido) e as inscrições serão recebidas até o dia 2 de setembro de 2011. A conferência se realiza com o objetivo de enfatizar a relevância dos recursos marinhos para a humanidade. O porquê é importante a sua proteção e adequada gestão no futuro. Também se abrirá a discussão sobre o impacto dos câmbios climáticos à biodiversidade como resultado dos impactos humanos diretos e indiretos.


Os objetivos da conferência são:

  • Revisão do conhecimento sobre a biodiversidade marinha e seu papel no funcionamento dos ecossistemas marinhos;
  • Avaliar as ameaças mais críticas aos sistemas marinhos e considerar as estratégias de gestão;
  • Discutir o desenvolvimento sustentável e os impactos socioeconômicos sobre o setor marítimo
  • Identificar prioridades para pesquisas futuras.

Entre os temas a serem tratados estão incluídos os serviços dos mares e sua biodiversidade.


Para maiores informaçoes: http://www.marine-biodiversity.org/

 

Congresso Internacional PSA: mecanismos para governança dos recursos naturais

3-5 agosto 2011


Este workshop é organizado por: Governo do México, Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário, Centro Tecnológico Florestal da Cataluña, e a rede REDIPASA (sócio de SinergiA). O evento será enfocado nas lições aprendidas dos Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) na América Latina, mecanismos de governança, e alianças entre instituições públicas e/ou privadas. A meta do congresso é aumentar a participação e interesse das partes interessadas em PSA, e estabelecer a cooperação entre países na Europa e América Latina nas transações PSA.


Os temas a abordar no Congresso serão integrados em quatro áreas:

  • Avaliação e monitoramento dos esquemas de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA);
  • Os Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), em áreas Naturais Protegidas (ANP);
  • Os Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), como um mecanismo de governança ambiental/florestal;
  • Gestão florestal e mudanças climáticas.


Os detalhes sobre o evento estão disponíveis aqui: http://www.katoombagroup.org/documents/newsletters/sea/Cartel Congreso PSA 2011.pdf e

http://qacontent.edomex.gob.mx/congresopsa/acerca_del_congreso/index.htm

Para maiores informações, por favor, contatar a: Alberto Angeles-Villavicencio: angeles.alberto[at]urjc.es

 

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Quem Somos

                       
IA

Iniciativa Amazônica (IA) 

O Consórcio Internacional Iniciativa Amazônica para Conservação e Uso Sustentável de Recursos Naturais (IA) foi lançado em outubro de 2004, em sintonia com o marco político da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), com o objetivo de elaborar e implementar programas colaborativos que identifiquem e promovam sistemas sustentáveis de uso da terra na Amazônia. Os membros fundadores da IA são seis institutos de pesquisa agrícola dos países amazônicos, quatro centros do Grupo Consultivo para a Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), através de seu programa Procitrópicos. A IA promove e executa atividades de capacitação, assessoramento e, principalmente, pesquisa. Em 2008, a IA lançou seu programa Eco-regional (PER-IA), que tem o desafio de contribuir para melhorar os meios de vida no campo e conservar os ecossistemas amazônicos através da pesquisa para o desenvolvimento. Atualmente o escritório de coordenação da IA se localiza no centro Amazônia Oriental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA).

http://www.iamazonica.org.br/

A Rede de Interessados em Serviços Ambientais – RISAS

A Rede de Interessados em Serviços Ambientais – RISAS – foi instituída no ano de 2005, com a participação de várias organizações e profissionais interessados em promover uma plataforma de reflexão e análise sobre os mecanismos de financiamento para a proteção e recuperação de serviços ambientais. RISAS é uma rede aberta, tem base em Quito, Ecuador e seu raio de ação abranja toda a Região Andina. A Rede utiliza diferentes ferramentas, como reuniões, e-mails, oficinas, seu pággina web (www.redrisas.org) e este boletim, para apoiar o aprendizado e diálogo sobre temas e experiências atuais relacionados aos mecanismos de financiamento da conservação e recuperação dos serviços ambientais.

http://www.redrisas.org/quienes.php

Grupo Katoomba

Uma iniciativa da Forest Trends, o Grupo Katoomba é uma rede global de profissionais que trabalha para promover o uso e melhorar a capacidade de desenvolvimento de sistemas de pagamento por prestação de serviços ambientais. Desde 1999, o Grupo Katoomba enfrenta desafios de desenvolvimento de mercados de serviços ecossistêmicos, tais como a criação de estruturas de mercado e o refinamento de métodos para o desenho bem-sucedido de projetos. O Grupo Katoomba tem organizado 15 congressos a nível global e dezenas de oficinas de capacitação e, além disso, produziu publicações e ferramentas chaves e apóia o desenvolvimento de esquemas de PES, por exemplo, no âmbito do BioCarbon Fund (Banco Mundial) e o Fundo Mexicano de PSA. Katoomba contribuiu a discussões sobre políticas publicas envolvendo incentivos de conservação em paises como China, Brasil, índia e Colômbia  e, em 2005, lançou o site Ecosystem Marketplace , uma das principais fontes de informação sobre mercados ambientais.  Em 2006, o Katoomba Tropical América (iniciativa regional) foi criado para fortalecer capacidades na área de PSA e outras transações de serviços ecossistêmicos na América Latina.

http://www.katoombagroup.org/

RACSA

A Rede de Aprendizado sobre Compensação por Serviços Ambientais (RACSA)

A Rede de Aprendizado sobre Compensação por Serviços Ambientais (RACSA) foi instituída em 2006 com o objetivo de gerar uma plataforma que permita debater os benefícios dos incentivos econômicos como veículo para alcançar objetivos de conservação e melhorar o bem-estar da classe mais pobre na Bolívia. Objetiva ampliar o conhecimento sobre a compensação por serviços ambientais e mudança climática, impulsionando o desenvolvimento de políticas e iniciativas, através da realização de eventos que permitam apresentar experiências práticas e ainda o intercâmbio e divulgação de informações em formato digital e impresso. Os membros da RACSA incluem atores governamentais, não governamentais, privados e da sociedade civil interessados no futuro dos serviços ambientais do país. Para mais informações, pode-se visitar a página da web da Fundação Natura Bolívia, instituição que, presentemente, coordena a RACSA, no endereço http://www.naturabolivia.org./

REDIPASA

REDIPASA

O objetivo da rede consiste em promover colaboração entre pesquisadores de países ibero-americanos relacionados com os sistemas de PSA, manejo de bacias hidrográficas, desenvolvimento rural e políticas de gestão e conservação de recursos naturais. REDIPASA incentiva o inter câmbio de experiências , padronização de critérios e , projetos colaborativos de pesquisa para a melhorar os sistemas de PSA e suas metodologias de aplicação, monitoração . Com isso espera-se dar aos gestores territoriais um instrumento que poderá facilitar o desenvolvimento rural e a sustentabilidade ambiental em numerosas zonas, mediante a compensação por conservação aos habitantes do meio rural, muitas vezes submersos em pobreza. Por último, espera-se elaborar modelos de sistemas de PSA que permitam sua generalização e extensão a outras regiões ibero-americanas.

Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH

GIZ foi criada em 01 de janeiro de 2011. Reúne sob um mesmo teto a experiência de longa data do Entwicklungsdienst Deutscher (DED) gGmbH (Serviço Alemão de Desenvolvimento), a Deutsche Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit (GTZ) GmbH (cooperação técnica alemã) e InWEnt - Capacity Building International, Alemanha. Como uma empresa de propriedade federal, GIZ apoia o Governo alemão para atingir os seus objectivos no domínio da cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável. Eles estão envolvidos no trabalho de educação internacional em todo o mundo, operando em mais de 130 países a nível mundial.

http://www.giz.de/

 

 
CF
Espanol EnglishA Conservação Estratégica é uma organização não governamental ambiental que foca em questões econômicas que afetam a conservação de ecossistemas no mundo. A CSF busca soluções para lidar com os desafios de conservação mundiais através do uso estratégico de ferramentas econômicas. Desde 1998 a CSF conduziu de forma única diversos treinamentos e estudos de campo com o objetivo de contribuir para o aprimoramento de políticas de conservação assim como a gestão ambiental. Mais informações podem ser encontradas em: www.conservation-strategy.org.
Communties & Markets
Espanol EnglishA Iniciativa Comunidades e Mercados da Forest Trends apoia os meios de vida e direitos de comunidades através da gestão integrada dos recursos naturais, fortalecendo capacidades locais para gerar benefícios dos serviços ecossistêmicos e outros incentivos econômicos. A Iniciativa busca conectar as comunidades com os mercados ambientais, fornecendo informação e capacitação para que comunidades possam participar e se beneficiar de esquemas de pagamento e compensação em reconhecimento e retribuição ao seu papel de conservação dos serviços ecossistêmicos. A Iniciativa apoia os direitos territoriais de comunidades locais como base fundamental para assegurar sua identidade cultural e seu desenvolvimento socio-econômico, além de ser uma pré-condição para sua participação exitosa nos mercados ambientais.
GIZ
Espanol EnglishA Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, como empresa federal, assiste o Governo da República Federal da Alemanha em seu trabalho para alcançar seus objetivos no âmbito da cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável; assim mesmo, atua em nível mundial no âmbito educativo internacional. A principal comissão da GIZ é o Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ). GIZ opera em numerosas áreas de atividade que vão desde o fomento da economia e o emprego até a proteção do meio ambiente, dos recursos naturais e do clima, passando pela governabilidade e a democracia, a construção da paz, a segurança, a reconstrução e o manejo civil de conflitos, a segurança alimentar, a saúde e a educação básica. Na América Latina a GIZ contribui na implementação de muitos projetos e coopera especialmente no campo prioritário da gestão ambiental, a proteção da biodiversidade e o desenvolvimento rural sustentável.
RASCAS
Espanol EnglishA Rede de Aprendizagem sobre Conservação de Serviços Ambientais (RACSA) é uma articulação de organizações da sociedade civil, integrada por instituições públicas, ONG, municípios e outros atores interessados em aprender sobre iniciativas de conservação de serviços ambientais dos ecossistemas e melhora do bem-estar dos mais pobres na Bolívia. A rede gera espaço de debate de ideias, aprendizagens e reflexões. Está composta por representantes da Fundação AVINA, ICEA, SBDA, FAN e a Fundação Natura Bolívia.
REDISAS
Espanol EnglishREDISAS, Rede de Partes Interessadas em Serviços Ambientais, é uma rede formal estabelecida em 2005 como uma iniciativa de Ecodecisión (Empresa social, trabalhando na América Latina desenvolvendo mecanismos através de análises de informação científica, técnica e ambiental sobre paisagens e florestas ameaçadas para demonstrar o valor tangível da natureza) com  a colaboração de várias pessoas e instituições interessadas nos temas de serviços ambientais, compensação e conservação da natureza e biodiversidade. REDISAS promove uma plataforma para reflexão e análise sobre incentivos para proteger e recupera a biodiversidade, com vistas ao aprendizado e experiências no Equador e América Latina sobre mecanismos usados na gestão sustentável de recursos naturais.
BONN
Espanol EnglishO Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento (ZEF pela sua sigla em alemão) é um centro internacional e interdisciplinar de pesquisa da universidade de Bonn. Neste contexto, ZEF concentra-se em três áreas de pesquisa, especialmente, em países em desenvolvimento: Mudança Política e Cultural, Mudanças Políticas e Tecnológicas e Gestão de Recursos Naturais. ZEF oferece um programa de doutorado altamente reconhecido, que está aberto a pessoal qualificado, especialmente que vêm de países em desenvolvimento. www.zef.de
VN
Espanol EnglishValorando Naturaleza é uma iniciativa do Ecosystem Marketplace da Forest Trends, uma fonte líder de informação sobre incentivos econômicos e mercados de serviços ambientais. Aproveitando uma extensa rede dedicada ao uso de incentivos ambientais e de jornalistas na região, Valorando Naturaleza oferece cobertura e análise original; notícias diárias dos meios; perfis e artigos sobre a perspectiva de líderes na região; lista de eventos e oportunidades; e uma biblioteca. Presta um serviço gratuito que dá acesso à informação confiável sobre regulamentações, finanças, ciência e outros assuntos relevantes aos incentivos ambientais, ajudando a que a conservação e a redução de contaminação sejam pilares de nosso sistema econômico e de gestão ambiental. Informamos e conectamos empresas, responsáveis de políticas, pesquisadores, grupos comunitários e público em geral.
   
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